Poluição é a modificação de características de um ambiente de
modo a torná-lo impróprio às formas de vida que ele normalmente abriga. No
Brasil, 60% dos gastos com internações hospitalares são de pacientes com doenças
causadas pela água poluída.
Condições Sanitárias
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% do esgoto
produzido no país não recebe nenhum tipo de tratamento e é despejado em lagos,
rios, mares e mananciais, segundo estudo da Associação Brasileira de Entidades
do Meio Ambiente (Abema).
A estimativa é de que para cada dólar que o governo investe em saneamento
básico, quatro são para internações hospitalares decorrentes de moléstias
provocadas pela falta de redes de água e esgoto. A política de saneamento no
Brasil ainda não atende satisfatoriamente às necessidades da população. Entre
1995 e 1997, por exemplo, 342 mil crianças brasileiras com menos de cinco anos
morreram vítimas de doenças relacionadas à falta de saneamento básico. Os gastos
anuais do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento dessas doenças chegam a
300 milhões de reais. Entre as doenças relacionadas à contaminação da água as
que mais matam estão a leptospirose (transmitida pela urina do rato), hepatite,
diarréia e cólera.
O descaso com a água é mais evidente no Brasil nas periferias das grandes
cidades e em alguns estados do Norte e Nordeste. Como exemplo citamos o Estado
de Pernambuco que foi responsável, em 1999, por 25.733 casos de dengue e 2.315
de cólera e que mesmo assim até hoje continuam acontecendo casos.
No caso da Dengue, é provocada pelo acúmulo de água parada,
meio para o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Já
no da cólera é causada pelo consumo de alimentos ou bebidas que tenham tido
contato com água contaminada pela bactéria Vibrium cholerae, presente nas água
com coliformes fecais.
Uma medida importante seria investir em programas de educação ambiental, pois a
melhoria das condições sanitárias das cidades brasileiras é obrigação de todos.
É preciso ensinar a população carente sobre a necessidade de ferver a água que
bebe e a importância de não jogar dejetos perto dos rios, galerias pluviais e
dos riachos.
No Fórum Mundial da Água, delegações do mundo inteiro procuraram soluções para
cumprir os desafios estipulados pela Comissão Mundial da Água para o Século 21.
As principais discussões foram: redução da escassez de água, mais investimentos
em saneamento básico e garantia de água tratada para todo mundo, entre outras
decisões.
Doenças Relacionadas à Poluição Atmosférica
A poluição atmosférica caracteriza-se basicamente pela presença de gases tóxicos
e partículas sólidas no ar. As principais causas desse fenômeno são a eliminação
de resíduos por certos tipos de indústrias (siderúrgicas, petroquímicas, de
cimento, etc.) e a queima de carvão e petróleo em usinas, automóveis e sistemas
de aquecimento doméstico. Um relatório divulgado ano passado pela Organização
Mundial da Saúde (OMS), baseado em estudos sobre Meio Ambiente e Saúde feitos na
Áustria, na Suíça e na França revelou que a poluição emitida pelos carros nesses
países mata mais gente do que os acidentes de carro. O trabalho mostrou, entre
outras coisas, que a exposição prolongada à poluição nesses países causou um
adicional de 21 mil mortes prematuras por problemas respiratórios ou doenças do
coração em pessoas acima de 30 anos.
A relação entre a baixa qualidade do ar e as doenças respiratórias,
cardiovasculares e até a saúde dos fetos é bem alta. Quando respiramos a
atmosfera poluída, o pulmão não funciona bem e tem dificuldade para filtrar o
ar. Dessa forma chega menos oxigênio para o coração, que terá de trabalhar mais
para suprir a carência. Por isso, quem já tem um coração debilitado deve ter um
cuidado maior.
Para respirar melhor, os especialistas aconselham a prática de exercícios. Um
bom condicionamento físico diminui o risco de complicações causadas pela
poluição porque aumenta a resistência cardíaca. O ideal é se exercitar em
parques e fugir das avenidas movimentadas. Quando não for possível, evite os
horários de congestionamento. Procure caminhar bem cedo ou à tardezinha.
A Escassez de Água e os Lençóis Freáticos: A Poluição Invisível
Não faltam sinais de escassez de água doce. Os níveis dos lençóis freáticos
baixam constantemente, muitos lagos encolhem e pântanos secam. Na agricultura,
na indústria e na vida doméstica, as necessidades de água não param de aumentar,
paralelamente ao crescimento demográfico e ao aumento nos padrões de vida, que
multiplicam o uso da água. Nos anos 50, por exemplo, a demanda de água por
pessoa era de 400 m3 por ano, em média no planeta, ao passo que hoje essa
demanda já é de 800 m3 por indivíduo. Em países cada vez mais populosos, ou com
carência em recursos hídricos, já se atingiu o limite de utilização de água. Nos
locais onde o nível de bombeamento (extração) das águas subterrâneas é mais
intenso que sua renovação natural, se constata um rebaixamento do nível de
lençóis freáticos, que, por esse motivo, exigem maiores investimentos para serem
explorados e ao mesmo tempo vão se tornando mais salinos.
Segundo o geólogo Luiz Amore, consultor técnico da Secretaria de Recursos
Hídricos do Ministério do Meio Ambiente a despoluição de um lençol freático leva
mais de 300 anos. Os técnicos chamam de "causas antrópicas", quando as
atividades humanas é que provocam a contaminação das águas subterrâneas. "São
diversas as formas de contaminação, envolvendo desde organismos patogênicos, até
elementos químicos como os metais pesados (caso do mercúrio) e moléculas
orgânicas e inorgânicas", diz Amore. O geólogo explica que várias fontes
poluidoras já foram estudadas, e alguns casos são clássicos, "que longe de serem
fenômenos isolados podem estar ocorrendo em diversas regiões do país e com
intensidades diversas, infelizmente ainda pouco conhecidas".
Os principais focos de contaminação das águas subterrâneas:
1 - Lixos e cemitérios
2 - Postos e fossas
3 - Agrotóxicos e fertilizantes
4 - Rejeitos e aterros industriais
5 - Rebaixamento do lençol freático
No caso específico de Limoeiro do Norte, a Secretaria Municipal de Meio
Ambiente, juntamente com a de Saúde e a de Obras vem estimulando iniciativas
eficientes de baixo custo que possam ser aplicadas em áreas de interesse
epidemiológico no setor de saneamento e epidemiologias, com o fim de reduzir os
índices de mortalidade infantil e de ocorrência de doenças transmitidas por água
contaminada, entre as quais a cólera, hepatite, malária, equistossomose,
diarréia, verminoses e assim melhorar o índice da qualidade de vida. Iniciativas
como educação ambiental nas escolas, recolhimento de lixo e limpeza das margens
dos rios Jaguaribe e Banabuiú, já estão sendo aplicadas prioritariamente no
município.
(fonte: Ministério da Saúde)
Doenças relacionadas com a água: